quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Esportes

Voo livre nas montanhas capixabas: onde praticar e como planejar a experiência

O voo livre nas montanhas capixabas atrai praticantes e turistas para rampas de parapente e asa-delta. Saiba onde encontrar os principais pontos, como funciona o voo duplo e quais cuidados tomar.

O voo livre nas montanhas capixabas é uma opção de turismo de aventura para quem deseja conhecer o Espírito Santo a partir de rampas naturais, com paisagens que combinam serras, vales, áreas rurais e, em alguns trajetos, o litoral. A atividade pode ser feita em parapente ou asa-delta, sempre dependendo das condições meteorológicas e da avaliação do piloto.

Onde praticar voo livre no Espírito Santo

Entre os principais pontos estão a Rampa de Cachoeira Alta, em Alfredo Chaves; a Rampa de Ubá, em Castelo; a Pedra da Colina, em Pancas; a Rampa do Monjolo, em Baixo Guandu; e a Pedra do Urubu, em Viana. A Secretaria de Turismo do Espírito Santo também cita o Morro do Filleti, em Venda Nova do Imigrante, como local utilizado para decolagens de parapente e asa-delta.

As características variam de acordo com cada rampa. Ubá, por exemplo, fica na região de Castelo e tem acesso a partir da área rural do município. Em Pancas, o voo permite observar o relevo conhecido como Mar de Morros e os Pontões Capixabas. Já Alfredo Chaves é procurada pela possibilidade de voos com vista para a faixa litorânea.

Como funciona o voo duplo

Quem nunca voou deve procurar o chamado voo duplo, também conhecido como voo tandem. Nessa modalidade, o passageiro acompanha um piloto ou instrutor em um equipamento preparado para duas pessoas. O visitante não precisa ter experiência prévia para participar, mas deve seguir as orientações recebidas antes da decolagem.

Antes de contratar, confirme o nome do piloto, a experiência na modalidade, a filiação ou habilitação esportiva reconhecida no setor, as condições do equipamento e o local autorizado para decolagem e pouso. A Confederação Brasileira de Voo Livre mantém informações sobre níveis e requisitos para pilotos de parapente e asa-delta.

Melhor época e condições do tempo

Não existe garantia de voo em uma data previamente escolhida. Vento, chuva, nebulosidade, visibilidade e correntes de ar influenciam diretamente a segurança da atividade. Por isso, o piloto pode cancelar ou adiar a decolagem mesmo após a contratação.

Alguns materiais oficiais de turismo apontam o período entre março e setembro como especialmente favorável em Ubá, embora a prática possa ocorrer em outras épocas. A decisão final deve ser tomada no local, por um profissional responsável, depois da análise das condições do dia.

Cuidados antes de ir

  • Use roupas confortáveis e calçados firmes, adequados para terreno inclinado.
  • Evite levar objetos soltos, como celulares, chapéus e acessórios que possam cair durante o voo.
  • Informe previamente condições de saúde, limitações físicas ou uso de medicamentos.
  • Confirme o ponto de encontro, o acesso à rampa e a área prevista para pouso.
  • Verifique se a atividade respeita as regras do espaço aéreo e as normas locais.

O voo livre é considerado uma atividade esportiva de alto risco. A operação deve seguir as regras aplicáveis ao aerodesporto, incluindo o RBAC 103, da Agência Nacional de Aviação Civil, além de orientações da entidade esportiva e dos responsáveis pela área. Em unidades de conservação, podem existir exigências adicionais de autorização e proteção ambiental.

Para planejar a experiência, o visitante deve consultar a prefeitura, a secretaria municipal de turismo, clubes locais e a Confederação Brasileira de Voo Livre. Também é recomendável conferir a previsão do tempo e confirmar, no dia anterior, se a rampa está aberta e se haverá condições para a atividade.