A preservação ambiental no Espírito Santo envolve a proteção de florestas, rios, manguezais, restingas, praias, áreas rurais e outros ambientes importantes para a biodiversidade. Moradores e visitantes podem contribuir conhecendo as regras de cada local, reduzindo impactos durante as visitas e comunicando possíveis irregularidades aos órgãos responsáveis.
O Estado está integralmente inserido na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e possui áreas naturais protegidas administradas por órgãos estaduais, federais, municipais e também por proprietários particulares. O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) administra as unidades de conservação estaduais. (iema.es.gov.br)
Quais áreas são protegidas?
Entre as principais categorias estão as Áreas de Preservação Permanente (APPs), as Reservas Legais e as Unidades de Conservação (UCs). As APPs incluem, por exemplo, margens de rios e lagoas, nascentes, manguezais, restingas, dunas e topos de morro. Já a Reserva Legal corresponde a uma parcela do imóvel rural que deve ser mantida com vegetação nativa, conforme a legislação.
As Unidades de Conservação são espaços criados por lei ou decreto para proteger recursos naturais e valores históricos, culturais ou paisagísticos. Elas podem ser de Proteção Integral, com regras mais restritivas, ou de Uso Sustentável, que permitem determinadas atividades sob controle e conforme o plano de manejo. (iema.es.gov.br)
Como visitar uma área natural sem causar danos
Antes de sair de casa, consulte as informações oficiais sobre a unidade, como horários, atrativos disponíveis, regras de acesso e eventuais restrições. O Iema mantém uma página com a relação das unidades estaduais, informações resumidas, mapas e orientações para visitação.
- Leve de volta todo o lixo produzido;
- Permaneça nas trilhas e áreas autorizadas;
- Não retire plantas, pedras, animais ou outros elementos naturais;
- Evite alimentar ou se aproximar da fauna silvestre;
- Não faça fogueiras nem utilize equipamentos em locais proibidos;
- Respeite o silêncio, os moradores e as comunidades tradicionais;
- Use produtos e equipamentos que não contaminem rios, solo ou praias.
As regras podem variar conforme a categoria da unidade e o órgão gestor. Por isso, uma prática permitida em uma área pode ser proibida em outra.
Onde denunciar problemas ambientais
Ao identificar desmatamento, incêndio, caça, descarte irregular de resíduos, ocupação indevida ou outra atividade suspeita, registre o máximo de informações possível. Anote o local, a data, o horário, o tipo de ocorrência e, se for seguro, faça fotografias ou vídeos sem se colocar em risco.
Em unidades de conservação estaduais ou em ocorrências sob responsabilidade estadual, procure o Iema ou o órgão ambiental indicado no portal oficial. Em unidades de conservação federais, o canal adequado é a Ouvidoria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), inclusive pelo sistema Fala.BR. O ICMBio informa que sua atuação se concentra nas unidades federais; ocorrências fora dessas áreas devem ser encaminhadas ao órgão ambiental estadual ou ao Ibama, conforme o caso. (gov.br)
Participação ajuda na conservação
A preservação ambiental também depende da participação social. Além de denunciar irregularidades, a população pode acompanhar consultas públicas, conselhos gestores, ações de educação ambiental e programas de voluntariado vinculados às unidades de conservação. A combinação entre visita responsável, informação e fiscalização fortalece a proteção dos ecossistemas capixabas.





